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    <title>shirley2cr</title>
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      <title>Decisões de Juros — 17 de junho de 2026</title>
      <link>https://www.rslegacygroup.com.br/decisoes-de-juros-17-de-junho-de-2026</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          1. Estados Unidos — O primeiro teste de Kevin Warsh
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esta quarta-feira, 17 de junho de 2026, ficará marcada nos anais da política monetária americana. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Pela primeira vez desde sua posse, em 22 de maio de 2026, Kevin Warsh presidiu uma reunião do Federal Open Market Committee (FOMC) como chairman do Federal Reserve e deixou claro que a era pós Jerome Powell traz consigo uma mudança relevante de estilo e, possivelmente, de substância.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A decisão
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O FOMC decidiu, por unanimidade de 12 a 0, manter a taxa dos fed funds na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, exatamente o mesmo patamar vigente desde dezembro de 2025. Trata-se da quarta reunião consecutiva sem alteração de taxa, confirmando um compasso de espera que o mercado já precificava com probabilidade próxima a 97% nos dias anteriores ao encontro.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No comunicado oficial publicado no site do Federal Reserve, o FOMC afirmou que a atividade econômica segue expandindo em ritmo sólido, que os ganhos de emprego acompanharam o crescimento da força de trabalho e que a taxa de desemprego pouco se alterou. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O ponto central da nota, porém, foi a inflação: o Comitê reconheceu que ela permanece elevada acima da meta de 2%, refletindo em parte choques de oferta que pressionaram preços em setores como o de energia. O comunicado encerrou com uma frase direta e assertiva: "
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          The Committee will deliver price stability
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          ", isto é, "O Comitê garantirá a estabilidade de preços.", uma sinalização de tom mais duro do que o utilizado nas notas anteriores.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O que mudou em relação à reunião anterior (abril de 2026)
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A última reunião antes desta, realizada em 28 e 29 de abril de 2026, manteve igualmente a taxa inalterada. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Naquela oportunidade, ainda sob o simbolismo da transição de comando, Warsh tomou posse apenas em 22 de maio, o comunicado carregava uma caracterização mais bidimensional dos riscos, com três membros votando por uma linguagem mais equilibrada sobre os passos futuros. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A ata de abril revelou que o conflito no Oriente Médio já era apontado como o grande fator de incerteza, com o preço do petróleo e os ativos de risco em forte movimento.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Em junho, o tom endureceu visivelmente. As principais diferenças são:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           •
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Linguagem mais hawkish
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          : o comunicado de junho suprimiu qualquer menção à possibilidade de cortes futuros, substituindo a narrativa de "calibração" por uma de compromisso com a estabilidade de preços;
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           •
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Dot plot revisado para cima:
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           o resumo de projeções econômicas (SEP) mostrou que nove dos 18 membros do FOMC agora antecipam pelo menos uma alta de 25 pontos-base antes do fim de 2026. Isso representa uma reversão completa em relação a março, quando a mediana apontava para um corte de 0,25 ponto percentual no ano. A projeção mediana para a inflação PCE ao fim de 2026 saltou de 2,7% (março) para 3,6%, um salto de quase um ponto percentual em apenas três meses;
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           •
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Comunicação mais enxuta:
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Warsh, conhecido por seu ceticismo em relação ao "forward guidance" excessivo, optou por não divulgar sua própria projeção individual de taxa no dot plot, sinal de que o novo chairman quer preservar a liberdade de manobra do banco central sem amarrar seus próprios sinais públicos;
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           •
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Estilo da coletiva de imprensa:
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           a primeira entrevista de Warsh foi marcada por respostas mais diretas e menos detalhadas do que as de Powell. Ao ser questionado sobre cortes, Warsh reiterou que cada decisão dependerá dos dados e rejeitou qualquer trajetória pré-determinada.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O contexto e a leitura econômica
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O cenário que Warsh herdou é genuinamente desafiador. A inflação americana, pressionada pelo choque energético da guerra no Oriente Médio, atingiu o patamar mais elevado em mais de três anos. Soma-se a isso, um mercado de trabalho que segue robusto, com a economia americana adicionando 172 mil vagas em maio, número acima do esperado. Ao mesmo tempo, a atividade econômica mostra sinais de resiliência, com investimento em capital e produtividade em trajetória positiva.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esse quadro coloca o Fed em uma posição delicada, uma vez que cortar juros seria uma capitulação inflacionária e, por outro lado, subir seria reconhecer um erro de avaliação quanto à natureza transitória dos choques. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A escolha por manter, com a sinalização de que altas estão na mesa, representa o equilíbrio que Warsh encontrou para sua estreia e os mercados reagiram com volatilidade, com os índices acionários recuando entre 0,8% e 1% e os rendimentos dos Treasuries de dois anos subindo 14 pontos-base, atingindo seu maior nível em mais de um ano.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A pergunta que o mercado terá de responder nos próximos meses é se o conflito no Oriente Médio é um choque temporário, que se dissipará em dois a três trimestres, ou estrutural, forçando o Fed a agir de forma mais intensa, sendo a resposta dessa questão, a grande determinante para o próximo grande movimento da política monetária americana.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/FED.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          2. Brasil — O Copom entre a cautela e a continuidade
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No mesmo dia em que o Fed realizava sua reunião mais simbólica dos últimos anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil concluía sua reunião ordinária com uma decisão que, embora esperada, carrega nuances importantes para a trajetória da política monetária brasileira.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A decisão
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, sendo esse o terceiro corte consecutivo desde que o Banco Central iniciou o ciclo de flexibilização em março de 2026, acumulando uma queda de 0,75 ponto percentual desde o pico de 15% ao ano, que vigorou por dez meses consecutivos, de junho de 2025 a março de 2026.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Antes desse pico, a Selic havia subido sete vezes seguidas entre setembro de 2024 e junho de 2025, em um ciclo de aperto que respondeu à desancoragem das expectativas de inflação e à deterioração fiscal observada no período.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O que diz o comunicado do Banco Central
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Seguindo a prática habitual, o Copom divulgou seu comunicado após o encerramento dos mercados. Com base nos elementos que vêm balizando a comunicação do Comitê ao longo de 2026, a nota reiterou os principais eixos da análise macroeconômica do Banco Central.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No cenário externo, o Comitê avaliou que o ambiente segue marcado por elevada incerteza, em grande medida decorrente da continuidade dos conflitos no Oriente Médio. Nesse ponto, o Copom reforçou a escalada das tensões geopolíticas e militares e seus desdobramentos sobre os preços das commodities energéticas, as cadeias de suprimento e as condições financeiras globais como os principais fatores de risco para os países emergentes, demonstrando, ainda, muita cautela e uma postura adequada ao atual contexto econômico em que o Brasil está inserido.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No cenário doméstico, o Comitê identificou pressões inflacionárias persistentes, visto que o IPCA de maio veio em 0,58%, com acumulado de 4,72% em 12 meses acima, portanto, do teto da meta de 4,5%. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          As expectativas de inflação para 2026, apuradas pelo boletim Focus na semana anterior à reunião, subiram pela 14ª semana consecutiva, extrapolando consistentemente o teto da meta de inflação ao longo das últimas semanas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em relação às projeções do modelo de referência do Banco Central, o cenário contempla uma convergência mais gradual da inflação para a meta de 3,00%,  definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) sob o sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025. O horizonte relevante da política monetária, que recai sobre o terceiro trimestre de 2027, permanece como o balizador principal para a tomada de decisão.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Quanto ao balanço de riscos, o Comitê reconheceu que tanto os riscos de alta quanto os de baixa permanecem mais elevados do que o usual, diante das indefinições sobre a duração e a extensão dos conflitos no Oriente Médio. Do lado da alta inflacionária, destacam-se a possível desancoragem das expectativas e a persistência dos choques de energia. Do lado da baixa, um eventual acordo de paz e a desaceleração da atividade global poderiam aliviar a pressão sobre os preços.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No que se refere à trajetória futura, o comunicado adotou um tom de compromisso com a cautela. O Copom deixou clara sua disposição de não se comprometer com novos cortes automáticos, sinalizando que a decisão da próxima reunião, dependerá da evolução dos dados e do cenário inflacionário. Essa postura é coerente com a comunicação da reunião anterior, de abril, que optou por não indicar os próximos passos do ciclo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A análise econômica da decisão
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Sob a ótica econômica, a decisão do Copom é tecnicamente defensável, mas politicamente delicada. A lógica subjacente ao corte de 0,25 ponto percentual reside na avaliação de que o choque inflacionário atual tem natureza predominantemente exógena, ou seja, originado fora das fronteiras brasileiras, por meio dos preços de energia, e não por excesso de demanda doméstica. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Se essa avaliação estiver correta, a política monetária excessivamente restritiva poderia sacrificar desnecessariamente o crescimento e o emprego sem produzir ganhos significativos no controle da inflação.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Há, contudo, um risco real que o Banco Central precisa gerir com cuidado: a persistência do choque externo. Se o conflito no Oriente Médio se estender por mais de dois ou três trimestres, os efeitos de segunda ordem sobre salários, câmbio e expectativas podem transformar um choque temporário em um problema estrutural de inflação. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Nesse cenário, o ciclo de cortes teria de ser interrompido e, pior, eventualmente revertido. A trajetória da Selic regressando a 15% seria, sem dúvida, o pior dos mundos para o ambiente de crédito, investimento e confiança empresarial.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A resiliência da atividade econômica também é um fator que merece atenção, já que ao contrário do que se observou no final de 2025, quando a economia desacelerou, os dados de 2026 mostram uma economia que surpreende positivamente. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A estimativa para o PIB de 2026 foi revisada para cima, e o mercado de trabalho permanece robusto e isso significa que, ao reduzir os juros em um contexto de atividade aquecida, o Copom assume o risco de alimentar pressões de demanda que se somariam ao já presente choque de oferta.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O patamar atual da Selic, de 14,25% ao ano, ainda é expressivamente contracionista, quando consideramos uma inflação corrente de 4,72% e expectativas acima de 5% para o ano, a taxa real ex-ante ainda supera 9% ao ano, um nível que comprime crédito, desincentiva o consumo financiado e reduz o apetite por investimento produtivo. Nesse contexto, o corte de 0,25 ponto representa mais um ajuste de tom do que uma guinada de política.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A grande questão que ficará para os próximos meses é se o Banco Central terá espaço para continuar cortando, já que as projeções de mercado, que indicam Selic ao redor de 13,75% ao fim de 2026, parecem otimistas diante do atual cenário inflacionário. Mais provável é que o ciclo de cortes fique mais curto e mais lento do que o inicialmente imaginado no começo do ano e que o comunicado de agosto traga um tom ainda mais cauteloso, possivelmente indicando uma pausa no processo de flexibilização.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em última análise, o Copom navega em águas turbulentas. A combinação de inflação acima da meta, expectativas desancoradas, atividade resiliente e incerteza externa cria um dilema genuíno para a política monetária. A decisão de hoje gradual, cautelosa e unanimemente aprovada, revela um Comitê que prefere errar pelo conservadorismo e preservar sua credibilidade a arriscar um movimento mais ousado que pudesse ser rapidamente revertido.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Assim, apesar da decisão de queda de juros hoje, o comunicado apresentou tom muito forte e quem não viu que os juros caíram e apenas leu o comunicado, irá achar que o Copom subiu os juros.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Bacen.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Projeções de inflação no cenário de referência — Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/IPCA+Post.jpeg" length="90639" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 23:55:58 GMT</pubDate>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Dois Mundos, Dois Problemas: Inflação Divergente</title>
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      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Raramente dois dos maiores dados de inflação do mundo são divulgados no mesmo dia e raramente eles contam histórias tão opostas. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, o Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos e o National Bureau of Statistics da China publicaram, em janelas de horas de diferença, os dados de inflação ao consumidor e ao produtor referentes ao mês de maio. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O resultado foi uma fotografia de duas economias enfrentando forças inflacionárias radicalmente distintas, com implicações que se estendem muito além de suas fronteiras.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Este relatório analisa cada um dos dados com a precisão que eles exigem e, ao final, discute o que essa divergência global significa para o posicionamento de ativos no segundo semestre de 2026.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Globo+-+moeda.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          ■  PARTE I · ESTADOS UNIDOS
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          CPI de maio: o pior dado em três anos
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O índice de preços ao consumidor americano de maio de 2026 não surpreendeu em termos de nível, acertou exatamente o consenso, mas o número em si é suficientemente grave para alterar o cenário: 4,2% ao ano, a maior leitura desde abril de 2023. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          É o terceiro mês consecutivo de aceleração e a desinflação que animou os mercados ao longo de 2024 e parte de 2025 está, neste momento, em marcha ré.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O Vilão tem Nome: Irã
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A leitura de 4,2% não nasceu de uma demanda aquecida generalizada, ela tem um endereço. A guerra no Irã, que entrou no seu quarto mês em maio, alterou de forma estrutural o mercado global de energia. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O CPI de energia acumulou alta de 23,5% em 12 meses, respondendo por mais de 60% do ganho mensal do índice geral. A gasolina, item de máxima visibilidade para o consumidor americano, atingiu alta de 40,5% ano a ano, um número politicamente explosivo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Mais preocupante do que o nível absoluto é a dinâmica de contágio, uma vez que os preços de commodities energéticas tendem a se infiltrar nos demais componentes do CPI com defasagem de dois a quatro meses: fretes, insumos industriais, embalagens e, eventualmente, preços finais ao consumidor e, esse processo de
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          second-round effects
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ainda não se completou.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O núcleo do CPI americano ainda está se comportando +0,2% no mês, abaixo do esperado. Mas a inflação de energia não vai desaparecer enquanto os navios petroleiros não puderem navegar livremente pelo Estreito de Ormuz.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O que o core diz e o que não diz
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou apenas 0,2% no mês, número abaixo da expectativa de 0,3% e chegou a 2,9% no acumulado de 12 meses. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          À primeira vista, isso poderia soar como alívio e, de certa forma, é: significa que a inflação não está sendo alimentada por excesso de demanda doméstica, as tarifas de importação, temidas como vetor inflacionário, mostraram impacto limitado, uma vez que os preços de bens importados recuaram 0,1% no mês.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mas há uma armadilha analítica nessa leitura. O Shelter, custo de moradia, manteve alta de 3,4% e representa o maior componente do CPI americano. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Com o mercado imobiliário ainda pressionado por uma oferta insuficiente de imóveis e juros que encareceram hipotecas, esse componente tende a ser estruturalmente rígido. Mesmo que a energia recue, o shelter garante um piso elevado para o núcleo nos próximos meses.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          IMPACTO DIRETO PARA O FED
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Com a reunião do FOMC marcada para 16-17 de junho, o CPI de hoje sela a decisão: manutenção dos juros. Não houve surpresa que justifique qualquer mudança. O comunicado pós-reunião, sob o novo presidente Kevin Warsh, deverá adotar tom hawkish, reforçando que cortes só serão discutidos quando a inflação retornar consistentemente à meta de 2%. O próximo CPI relevante para a trajetória dos juros será o de julho, com divulgação em agosto.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Petroleiro+-+Ormuz.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/FED-0f11ef64.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          ■  PARTE II · CHINA
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O paradoxo chinês: consumidor frio, produtor em chamas
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os dados divulgados hoje na China para o mês de maio de 2026 revelam uma das divergências mais pronunciadas entre inflação ao consumidor e ao produtor em quatro anos e essa divisão não é um acidente estatístico, ela é o diagnóstico de uma economia cujo modelo de crescimento está sendo submetido a tensões simultâneas vindas de direções opostas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O CPI em 1,2%: uma estabilidade que preocupa
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O índice de preços ao consumidor da China subiu 1,2% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, levemente abaixo da expectativa de 1,3%, e estável em relação a abril. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em uma primeira leitura, o número parece benigno, mas a composição interna revela um quadro mais complexo: a inflação de alimentos foi negativa em 1,6%, puxada pela persistente queda nos preços do porco, o item de maior peso na cesta de consumo dos chineses e pela deflação em vegetais e frutas frescas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O que sustenta o CPI no positivo é o componente não-alimentar, que avançou 1,9%, especialmente os transportes (+5,4%), diretamente contaminados pelo choque de energia global. Mas isso não é demanda, é custo de insumo sendo repassado marginalmente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, recuou de 1,2% para 1,1%, revelando que a demanda doméstica segue anêmica.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Uma inflação ao consumidor de 1,2% na China em 2026 não é sinal de estabilidade saudável. É sintoma de uma demanda doméstica que não consegue decolar, o consumidor chinês, ainda traumatizado pela era zero-COVID e pela crise imobiliária, continua com a mão no bolso.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O PPI em 3,9%: o maior salto em quase quatro anos
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Enquanto o consumidor permanece apático, o lado produtor da economia chinesa vive uma realidade radicalmente diferente. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Índice de Preços ao Produtor (PPI) saltou 3,9% em maio, o maior nível desde julho de 2022,  acelerando fortemente ante os 2,8% de abril. O dado veio acima das expectativas e sinaliza uma aceleração de custos na base da cadeia produtiva que o lado consumidor ainda não absorveu.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os vetores do PPI são duplos: de um lado, o choque de energia global originado pelo conflito no Oriente Médio elevou o custo dos insumos energéticos para a indústria chinesa, que é intensamente dependente de petróleo importado. De outro, o boom de investimentos em inteligência artificial e infraestrutura tecnológica disparou a demanda por metais não ferrosos como cobre, lítio e alumínio, pressionando insumos industriais em toda a cadeia.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Shopping+China.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          A tesoura: o que significa a diferença entre PPI e CPI
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           A diferença de 2,7 pontos percentuais entre o PPI (3,9%) e o CPI (1,2%) representa o que os economistas chamam de
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          price squeeze
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          , uma tesoura que vai fechando a margem dos produtores. Quando os custos de produção sobem mais rápido do que os preços finais que o consumidor aceita pagar, quem absorve a diferença é o lucro das empresas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Shangai.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
            A ANATOMIA DA TESOURA
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          PPI subindo = custos de matérias-primas, energia e insumos industriais em alta para o produtor.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          CPI contido = consumidor sem poder de compra suficiente para absorver esses custos via preços  finais.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Resultado: compressão de margens industriais, desincentivo ao investimento privado e risco de deflação de ativos produtivos — exatamente o cenário que o governo chinês mais teme.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esse mecanismo tem implicações diretas para a política econômica do Banco Central Chinês (PBOC). Com o consumidor sem pressões inflacionárias relevantes, o PBOC tem espaço técnico para manter ou até ampliar estímulos monetários, cortes de compulsório, afrouxamento do crédito imobiliário, injeções de liquidez. A questão é que esses estímulos precisam, desta vez, atingir efetivamente a demanda final, e não apenas inflar ativos financeiros ou financiar mais capacidade industrial ociosa.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Há ainda um risco de médio prazo que merece atenção: se o PPI continuar subindo e o PBOC não conseguir estimular o consumidor, a tesoura pode se inverter de forma abrupta. Produtores que acumulam prejuízos por tempo suficiente eventualmente cortam capacidade e a deflação que antes era benigna no CPI pode se tornar deflação de ativos e emprego.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          É o fantasma japonês dos anos 1990 espreitando pela janela.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A China não tem problema de inflação ao consumidor. Tem problema de demanda. E um PPI em 3,9% sem um CPI correspondente é o retrato de uma economia que produz muito, mas que não consegue fazer seus próprios cidadãos consumirem.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          ■  PARTE III · MERCADOS E IMPLICAÇÕES
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Dois dados, uma mensagem para os mercados
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A combinação de um CPI americano em 4,2% com um CPI chinês em 1,2% não é uma coincidência estatística, é a fotografia de uma ordem econômica global que está se fragmentando. Enquanto o mundo desenvolvido lida com inflação estrutural alimentada por choques de oferta em energia, o maior exportador global luta para manter sua cadeia produtiva rentável sem um consumidor doméstico que sustente os preços finais.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para o investidor brasileiro, os dois dados se somam para criar um ambiente de prêmio de risco elevado. O Fed que não corta juros mantém o dólar forte e o fluxo de capitais avesso a emergentes. A China que não cresce em consumo reduz a demanda por commodities brasileiras. O real segue pressionado por ambos os lados.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/Dolar+x+Real.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          RADAR DE POSICIONAMENTO — CURTO PRAZO
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Renda Fixa BR: Favorável a IPCA+ e prefixados curtos. CPI americano elevado trava o Fed e pressiona a Selic via câmbio.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Commodities: Atenção dividida. Energia segue pressionada pelo conflito no Irã (positivo para Petrobras, neutro-negativo para minério). Metais base podem sentir desaceleração industrial na China.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Bolsa BR: Cautela reforçada. A conjunção de Selic sem queda e China sem consumo é desfavorável para o Ibovespa no curto prazo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Câmbio: Dólar com suporte técnico acima de R$ 5,10. O diferencial de juros EUA-Brasil em compressão é o principal vetor de pressão sobre o real.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Análise Macro — Consultoria de Investimentos  ·  10/06/2026
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
          Dados: Bureau of Labor Statistics (EUA) e National Bureau of Statistics (China).
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Não constitui recomendação de investimento
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sat, 13 Jun 2026 21:24:20 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
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    </item>
    <item>
      <title>O mercado de trabalho americano recusa a desaceleração</title>
      <link>https://www.rslegacygroup.com.br/o-mercado-de-trabalho-americano-recusa-a-desaceleracao</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O payroll de maio surpreende com o dobro do esperado. Com juros americanos presos no topo e o real sob pressão, o que esperar da próxima reunião do Fed e do nosso próprio Copom?
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O resultado e o que ele significa
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, um número que forçou o mercado financeiro global a rever rapidamente suas apostas: a economia americana criou 172 mil vagas não agrícolas em maio, praticamente o dobro das 85 mil projetadas pelo consenso dos analistas e acima até mesmo do teto das estimativas mais otimistas, que chegavam a 125 mil postos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O impacto do dado foi amplificado pelas revisões dos meses anteriores, igualmente surpreendentes. A criação de empregos de abril foi ajustada de 115 mil para 179 mil vagas, enquanto março passou de 185 mil para 214 mil postos. Em outras palavras, o mercado de trabalho americano não apenas apresentou um resultado forte em maio, ele revelou que estava mais robusto do que se imaginava nos meses anteriores.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, em linha com as expectativas, enquanto a taxa de participação da força de trabalho ficou em 61,8%. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os salários médios por hora avançaram 0,3% no mês e acumulam alta de 3,4% em 12 meses, valores que, individualmente, poderiam ser lidos como moderados, mas que, combinados com uma geração de empregos tão expressiva, pintam um quadro inequívoco: a economia americana segue aquecida.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A liderança setorial da criação de vagas reforça essa leitura. Lazer e hospitalidade responderam por 70 mil postos (o maior aumento em mais de três anos), enquanto saúde e assistência social continuaram contratando em ritmo robusto.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O setor de construção avançou pelo sétimo mês consecutivo, impulsionado pela demanda por infraestrutura de data centers, e a indústria manufatureira também registrou geração líquida positiva de vagas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          A decisão do fed em junho: manutenção confirmada
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O relatório chega em um momento de dupla sensibilidade para o Federal Reserve. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Primeiro, porque a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) está marcada para os dias 16 e 17 de junho e o payroll é um dos últimos grandes indicadores antes dessa decisão. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Segundo, porque será a primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Fed com o mandato de lidar com uma inflação ainda acima da meta de 2%, pressionada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre energia e cadeias produtivas globais.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A ferramenta FedWatch, do CME Group, reflete a clareza do mercado sobre o próximo passo: as apostas em manutenção dos juros na reunião de junho são amplamente dominantes, com probabilidade superior a 95%. Com um mercado de trabalho que recusa a desaceleração e uma inflação ainda acima do conforto, o Fed simplesmente não tem argumentos para iniciar um ciclo de cortes.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mais do que isso, o dado de hoje reacendeu um debate que havia sido temporariamente deixado de lado: a possibilidade de novas altas de juros em 2026 ou até 2027, caso a inflação se mantenha resistente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A combinação de emprego forte com salários crescendo a 3,4% ao ano é, por definição, inflacionária num ambiente em que o Fed tenta ancorar expectativas abaixo de 2%. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/FED.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Os reflexos na taxa de juros brasileira
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/BC+imagem.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O canal de transmissão do payroll americano para a política monetária brasileira é direto e bem estabelecido. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Um Fed que mantém juros elevados ou, pior, que volta a apertar e reduz o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, diminui o apetite por ativos de risco em mercados emergentes e pressiona o câmbio. Cada um desses efeitos, individualmente, já seria relevante para o Banco Central do Brasil. Combinados, eles constrangem significativamente a trajetória da Selic.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A reação do mercado doméstico foi imediata! Os juros futuros abriram com força após a divulgação do payroll, e as principais casas de análise revisaram suas projeções para a Selic ainda no dia de hoje.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O mercado passou a trabalhar com a possibilidade de que a reunião do Copom de 17 de junho, curiosamente no dia seguinte à decisão do Fed, marque o último corte no ciclo de afrouxamento monetário brasileiro em 2026. O que antes era um cenário de cortes graduais ao longo do segundo semestre passou a ser questionado abertamente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A Selic está sendo refém de dois senhores ao mesmo tempo: a inflação doméstica, que segue acima do centro da meta, e o Fed americano, que recusa a ceder. Para o Banco Central do Brasil, esse é o pior dos mundos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          É fundamental compreender que o Banco Central do Brasil possui autonomia operacional e conduz sua política monetária com base em variáveis domésticas, ou seja, inflação corrente, expectativas do Focus, hiato do produto e câmbio. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mas ignorar o cenário externo seria ingenuidade analítica. Quando o Fed mantém juros elevados por mais tempo, o real tende a se depreciar, o que pressiona preços de importados e commodities cotados em dólar, alimentando inflação interna. É um ciclo de realimentação que o Copom conhece bem e que o payroll de hoje tornou mais ativo
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          .
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Impacto sobre os ativos de risco:
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A reação dos mercados ao payroll foi textbook: ativos de risco caíram, o dólar se fortaleceu e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) subiram. No Brasil, o Ibovespa perdeu o nível psicológico de 170 mil pontos e o dólar à vista chegou a R$ 5,15, com alta de 1,57% no pior momento do pregão.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O mecanismo é simples: juros americanos mais altos por mais tempo tornam o Tesouro dos EUA mais atrativo em termos relativos, reduzindo o apetite por ativos de maior risco, como ações, moedas de emergentes, criptomoedas. O Bitcoin chegou a cair abaixo de US$ 60 mil na sessão, refletindo esse movimento de aversão a risco.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para a bolsa brasileira, o cenário de juros altos por mais tempo é duplamente nocivo. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por um lado, eleva a taxa de desconto usada na precificação de ações, reduzindo o valor presente dos fluxos de caixa futuros das empresas. Por outro, torna a renda fixa, especialmente o Tesouro Direto e os CDBs atrelados ao CDI, uma alternativa ainda mais competitiva frente à renda variável. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Num ambiente de Selic próxima ou acima de 14% ao ano, o prêmio de risco exigido para investir em ações precisa ser significativamente maior.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os setores mais expostos são, tipicamente, aqueles com maior alavancagem financeira, os ligados ao consumo discricionário e as empresas de crescimento com fluxos de caixa concentrados no longo prazo. Em contrapartida, bancos com carteiras de crédito bem precificadas e empresas exportadoras que faturam em dólar tendem a se beneficiar do ambiente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/pexels-photo-259006.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          ▌ POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO — VISÃO DE CURTO PRAZO
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Renda Fixa: Ambiente favorável para prefixados curtos e títulos indexados à inflação (IPCA+), dado o cenário de Selic mais alta por mais tempo e pressão inflacionária via câmbio.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Bolsa: Cautela aumentada. Preferência por empresas exportadoras com geração de caixa em dólar, bancos bem capitalizados e setores defensivos. Reduzir exposição a crescimento e consumo doméstico.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Câmbio: Dólar tende a permanecer pressionado no curto prazo, com suporte na faixa de R$ 5,10–5,20. O diferencial de juros reduzido e o ambiente de risco-off global sustentam a alta do dólar.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          FIIs: Fundos de papel atrelados ao IPCA e CDI podem apresentar momentos de oportunidade, mas fundos de tijolo seguirão pressionados pelo custo de capital elevado.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O que fazer com esse cenário
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O payroll de maio de 2026 não é apenas um número melhor do que o esperado. Ele representa uma revisão de paradigma: a tese de desaceleração ordenada da economia americana, a que o mercado vinha apostando desde o início do ano, ficou mais fragilizada. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Com um mercado de trabalho que gera empregos em velocidade quase duas vezes superior ao consenso, o Fed não tem nenhuma razão técnica para afrouxar a política monetária no horizonte próximo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para o investidor brasileiro, o recado é direto: o ambiente de juro alto por mais tempo deixou de ser apenas um risco americano e passou a ser uma variável doméstica de primeira ordem.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A Selic, que muitos projetavam em trajetória descendente ao longo de 2026, pode terminar o ano num patamar mais alto do que o esperado e o ciclo de cortes pode ser interrompido antes de começar a fazer diferença para a atividade econômica.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O próximo gatilho relevante será o CPI americano de maio, que será divulgado na semana anterior à reunião do FOMC. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Se a inflação vier acima do consenso, o mercado passará a precificar não apenas manutenção, mas possíveis altas. Esse seria o cenário mais adverso para os ativos brasileiros, e vale monitorá-lo com atenção.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por ora, a mensagem do payroll é inequívoca: a economia americana não está pronta para deixar os juros caírem e, enquanto isso não mudar, o Brasil navegará num ambiente de restrições externas significativas, câmbio pressionado, fluxo de capitais escasso para emergentes e espaço reduzido para a nossa própria política monetária. Gerenciar essa equação com inteligência é o maior desafio do investidor no segundo semestr
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          e de 2026.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Análise Macro — Consultoria de Investimentos | 05/06/2026
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          As informações foram apuradas com base em dados públicos divulgados até a data
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           de publicação.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:03:17 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Carta ao investidor - Maio 2026</title>
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      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O mês de maio confirmou o ditado: "sell in May and go away", tão relembrada pelo mercado e por seus operadores, frase que ficou conhecida por seu utilizada por  banqueiros britânicos que operavam na Bolsa de Londres. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Ibovespa acumulou queda de 7,22%, marca que entra para a história recente da nossa  bolsa como o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023, fechando em 173.787  pontos.  
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O índice havia renovado recordes em abril (máxima de 199.355 pontos em 14/04) e,  desde então, acumulou 31 sessões em que subiu em menos de um terço dos pregões.  Sem Reunião do Copom, a Selic permanece em 14,50% ao ano e o destaque de maio  fica para o nosso IPCA-15 de maio, que registrou 0,62% no mês, com o acumulado em  12 meses subindo a 4,64% (acima do teto da meta de 4,50%).
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O Boletim Focus de 25
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           de maio elevou o IPCA projetado para 2026 pela 11ª semana consecutiva, para 5,04%,
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           e a Selic esperada ao fim do ano para 13,25%.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O petróleo Brent, que havia oscilado na  faixa de US$ 100–110, recuou ao final do mês para cerca de US$ 92 após sinais  preliminares de possível acordo entre EUA e Irã. O dólar subiu 2,18% em maio, mas  acumula queda de 7,79% no ano. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Cenário Macroeconômico — Brasil
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Copom em pausa - Selic inalterada em 14,50%
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No mês de maio, a nossa autoridade monetária não se reuniu, porém os diversos desdobramentos  do conflito, as novas negociações entre Brasil e EUA e os dados de inflação, levantaram diversas  apostas no mercado sobre o rumo da Selic na reunião do mês de junho. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em sua última reunião, o Banco Central havia sinalizado, na ata daquela reunião, que os próximos  passos dependerão da evolução dos dados, especialmente da inflação e do cenário externo, sem  oferecer guidance explícito sobre a trajetória futura dos juros. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O ambiente de maio, não favoreceu a aceleração do ciclo de cortes, já que o IPCA-15 de maio acelerou  e o Focus revisou as projeções de inflação e Selic para cima pela 11ª semana consecutiva, com  mercado projetando a Selic em 13,25% ao ano ao fim de 2026, acima dos 13,00% precificados no  início do mês. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Soma-se aos dados prévios de inflação do mês, a divulgação do PIB do primeiro trimestre de 2026,  que apresentou crescimento de 1,1%, acima da expectativa do mercado, o que reforça certa  resiliência da nossa economia, mesmo com juro real elevado 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/BC+imagem.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Inflação: IPCA-15 de maio sobe a 4,64% em 12 meses
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62% no mês, acima das expectativas do mercado, elevando o  acumulado em 12 meses a 4,64% e acima do teto da meta de 4,50%. O dado mais recente do IPCA oficial (abril/26, divulgado pelo IBGE) foi de 0,67% no mês, com o acumulado em 12 meses em  4,39%. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A pressão inflacionária em maio refletiu principalmente os efeitos defasados do petróleo elevado  sobre combustíveis e fretes, além de alimentos. A possibilidade de queda do petróleo ao final do mês,  com sinais de acordo EUA-Irã, pode trazer algum alívio nos próximos meses, mas a desancoragem das expectativas inflacionárias já está estabelecida. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Câmbio e atividade econômica
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O dólar subiu 2,18% em maio, revertendo parte da apreciação do real observada no início do ano.  Apesar disso, a moeda americana ainda acumula queda de 7,79% em 2026.  Um ponto relevante e que fez muito preço na Bolsa de Valores Brasileira, foi a saída de capital  estrangeiro, que havia injetado quase R$ 57 bilhões no 1º trimestre e foi o principal vetor de pressão  cambial no mês. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A expectativa do mercado para o PIB de 2026 avançou de 1,85% para 1,89% no Focus de 25 de maio,  refletindo a resiliência do mercado de trabalho e do consumo das famílias, reforçado pelos dados  divulgados durante o mês. Além disso, o ruído político, com pesquisas eleitorais e o debate sobre a  escala 6x1, adicionou volatilidade à nossa moeda. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          — CENÁRIO INTERNACIONAL 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Guerra no Oriente Médio: impasse e queda do petróleo ao final do mês 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           As tensões geopolíticas, apesar de aparecerem menos nos noticiários no mês de maio, ainda  marcaram intensa volatilidade no petróleo. O Brent, que é usado como referência pela Petrobrás, oscilou entre US$ 100 e US$ 107 por barril na maior parte do mês, antes de recuar com força ao final  do período, chegando a cerca de US$ 92, após notícias de possível esboço preliminar de acordo entre  EUA e Irã para restabelecer o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz. 
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A Casa Branca negou o avanço, mas o presidente Trump sinalizou abertura para negociações, o que  foi suficiente para derrubar o Brent 4,57% em um único pregão. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O petróleo permanece mais de 25% acima dos níveis pré-conflito mesmo após a queda de final de  mês. A incerteza sobre a reabertura efetiva do Estreito de Ormuz seguirá como variável-chave para  os mercados e para a trajetória da inflação global nos próximos meses, uma vez que, diferente do que  acontecia em outros anos onde os juros dos EUA ditavam o rumo do mundo, hoje é o petróleo que  estabelece para onde as economias e os Banco Centrais precisam correr. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/petroleo.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Fed: maior divisão interna em 33 anos — e novo chairman
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Federal Reserve manteve os fed funds em 3,50%–3,75% ao ano no final do mês de abril, porém o  que chamou mais atenção na decisão foi a maior divisão interna do FOMC em três décadas.  Maio ainda marcou a transição para Kevin Warsh como novo chairman, o que introduzindo incerteza adicional sobre a direção da política monetária americana, visto que ele foi escolhido por Trump e  em alguns momentos já sinalizou o desejo de reduzir juros, mesmo nesse cenário tão adverso para a  economia global.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           —
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           DESEMPENHO DOS PRINCIPAIS ATIVOS — MAIO 2026
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          ATIVO / INDICADOR
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Ibovespa (pts)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Acum. 2026
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Comentário
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          MAIO / 26
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          −7,22%*
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Pior mês desde fev/2023
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           +7,86%*
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Ibovespa (fechamento)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          IPCA-15 (12 meses)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Dólar (variação mês)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Focus IPCA 2026 (25/mai)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          IPCA oficial (abr/26)
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Focus Selic fim 2026
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Petróleo Brent
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Fed Funds Rate
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Selic
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          14,50% a.a
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           173.787 pts
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Alta de 2,18%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           13,25%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           4,64%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           0,67% no mês
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           5,04%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           3,50–3,75%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           PIB: 1,89%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ~US$ 92/barril
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Queda no fim do mês
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mín. desde jan/26
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Estável
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           4,39% (12m)
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           11ª alta consec.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Acum: −7,79%
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Pausa no ciclo
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Sem reunião COPOM em maio
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Acima do teto (4,50%)
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           0,62% no mês
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Dólar projetado a R$ 5,17
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          31/05/2026
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Último dado oficial IBGE
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Acima do teto da meta
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Maior divisão FOMC em 33 anos
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Sinal de acordo EUA x Irã
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Real perde força
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Fontes: B3, BCB/Focus (25/mai/2026), IBGE, Agência Brasil, Jornal de Brasília. *Dados de fechamento em 29/05/2026.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          — Mercado de Renda Variável
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Ibovespa registrou em maio a maior perda mensal desde fevereiro de 2023: −7,22%, fechando em  173.787 pontos, a mínima de fechamento desde 21 de janeiro. A partir de 14 de abril, quando o índice  marcou a máxima histórica de fechamento (199.355 pontos), foram 31 sessões e o Ibovespa subiu em  apenas 9 delas. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           A Petrobras foi o papel de maior peso negativo, uma vez que as ações ordinárias recuaram 14,62% e  as preferenciais, 14,43% em maio, acompanhando a correção do petróleo. 
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os bancos também pressionaram, com o Banco do Brasil caindo 1,50% no pregão do encerramento  do mês. Na ponta positiva, Vale subiu 2,02% em maio e Totvs avançou 4,16% na última sessão. Importante reforçar, que os fundamentos das empresas seguem sólidos, visto que a temporada  de resultados do 1T26 foi construtiva, com resultados de boa parte das empresas acima do consenso  e a queda do mês reflete principalmente o fluxo e o humor de mercado, não deterioração estrutural.  A retomada do índice nacional para patamares mais elevados dependerá do desfecho do conflito no  Oriente Médio e da trajetória da inflação, já que ainda existe um fluxo muito grande de recursos para  os países emergentes, principalmente os asiáticos, onde as bolsas fecham em máximas históricas dia após dia nas últimas semanas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           — MERCADO DE RENDA FIXA
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Com a Selic em 14,50% ao ano, os títulos pós-fixados (Tesouro Selic / LFT e equivalentes) seguem  como a âncora de qualidade dos portfólios. O carrego mensal próximo de 1,18% ao mês oferece  proteção natural num ambiente de maior volatilidade e incerteza. Com a projeção do Focus para a  Selic ao fim de 2026 em 13,25%, o ritmo de cortes tende a ser gradual, o que permite aproveitar o  carrego elevado por mais tempo. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Nos títulos IPCA+, as taxas reais seguem em patamares historicamente atrativos e, a deterioração  das expectativas inflacionárias, pressionou a marcação a mercado dos vencimentos mais longos ao  longo do mês. 
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para quem tem horizonte compatível, os níveis atuais representam entrada interessante, agora, para  quem precisa de liquidez no curto prazo, preferimos manter duration curta e instrumentos pós fixados. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O diferencial de juros entre Brasil e EUA seguem como um dos maiores do mundo, sustentando a  atratividade estrutural da renda fixa brasileira para o investidor estrangeiro, o que tende a auxiliar a  entrada de recursos no país, mesmo que em alguns momentos ocorram rotações estratégicas por  parte dos investidores internacionais para os demais países emergentes. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          —
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Perspectivas para junho e o 2º semestre
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A próxima reunião do Copom está marcada para o mês junho e, uma vez que na última ata a  autoridade monetária não deu indícios do que pretendia fazer nessa reunião, as expectativas ainda  são de cortes de 0,25pp, o que levaria a Selic a 14,25% ao ano, taxa ainda elevada. Como o mercado projeta a Selic em 13,25% ao ano ao fim de 2026, com ritmo de cortes mais gradual  do que o esperado antes da guerra, olhamos um possível cessar-fogo no Oriente Médio e a reabertura  do Estreito de Ormuz como principais catalisadores positivos: queda do petróleo, alívio inflacionário  e potencial aceleração dos cortes da Selic. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O calendário eleitoral de outubro de 2026 começa a ganhar peso crescente nas análises de risco,  trazendo atenção ao cenário fiscal e à agenda econômica, já que é natural nesses anos de eleição um  aumento substancial dos gastos, que já estão elevados e tendem a impactar a inflação corrente, que  já está desancorada. 
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O IPCA de maio (oficial, a ser divulgado pelo IBGE em junho) será o próximo dado relevante para  calibrar o cenário e, caso apresente algo acima da projeção e com os núcleos ainda resilientes,  podemos ver o Banco Central interromper o corte de juros. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Para os portfólios, mantemos visão de cautela construtiva, uma vez que o cenário base se mantém:  renda fixa pós-fixada ainda é a base de sustentação da carteira, a exposição seletiva em renda variável  com foco em qualidade e baixa alavancagem, uma vez que o cenário está trazendo cada vez mais  empresas com dificuldades de honrar suas dívidas, vide o caso de Raízen, é necessário manter  atenção redobrada à duration, sendo recomendado na renda fixa uma alocação para ativos IPCA  entre 5 e 7 anos e ativos prefixados no intervalo de até 3 anos, evitando concentração excessiva em  vencimentos longos. 
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A volatilidade do curto prazo não altera a narrativa estruturalmente construtiva para os ativos  brasileiros no médio prazo, por isso é importante avaliar a carteira em janelas de tempo, mesmo que  alguns meses impactem a rentabilidade, a diversificação do portfólio tende a gerar melhores  resultados no médio prazo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por fim, é importante estar atento aos movimentos dos ativos de Inteligência Artificial, que em boa  medida podem ser diferenciais para a composição dos portfólios. Isso muito em virtude não só do  desempenho das empresas, mas também das decisões de grandes corporações, como o Google que  irá emitir US$ 80 bilhões de ações para investir em IA e, um dos principais compradores será a  Berkshire Hathaway, do lendário Warren Buffett. 
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Equipe de Gestão 
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          RS Legacy · Gestão Patrimonial · Maio de 2026
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 04 Jun 2026 00:28:37 GMT</pubDate>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Carta ao Investidor - Abril de 2026</title>
      <link>https://www.rslegacygroup.com.br/cenario-macroeconomico-abril-2026</link>
      <description>Confira nossa análise referente ao mês de abril, com os principais acontecimentos econômicos, perspectivas de mercado e estratégias patrimoniais adotadas no período.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O mês de abril foi marcado por duas fases bem distintas. Na primeira quinzena, o Ibovespa atingiu recordes históricos, tocando 199.354 pontos intraday em 14 de abril, sustentado pela entrada de R$ 14,6 bilhões de capital estrangeiro até o dia 15. Na segunda quinzena, o impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã, que ainda não arrefeceu e continua gerando desconfortos ao investidor, reverteu o movimento, levando o índice a acumular queda de 7% da máxima, encerrando o mês com variação de -0,08%, a 187.317 pontos. No acumulado de 2026, o Ibovespa ainda sobe 16,26%.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Copom realizou o segundo corte consecutivo de 0,25 p.p. na Selic, levando a taxa a 14,50% ao ano, mas sem sinalizar os próximos passos. A inflação seguiu pressionada: o IPCA de março veio em 0,88% (4,14% em 12 meses) e o IPCA-15 de abril acelerou para 0,89% (4,37% em 12 meses), ambos acima das expectativas, impulsionados pela alta dos combustíveis. O Focus elevou a projeção do IPCA 2026 para 4,86%, sendo essa a sétima alta consecutiva e acima do teto da meta. O dólar encerrou abril a R$ 4,95, mínima desde março de 2024, favorecido pelo diferencial de juros de 10,75 p.p. frente aos EUA, onde o Fed manteve a taxa em 3,50%–3,75%. O petróleo Brent oscilou entre US$ 95 e US$ 126 ao longo do mês, encerrando próximo de US$ 110 por barril.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Cenário Macroeconômico — Brasil
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Copom corta Selic a 14,50%, sem guidance
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O mês de abril foi marcado pela decisão do Copom de reduzir a Selic em 0,25 p.p., para 14,50% ao ano, o que foi o segundo corte do ciclo de calibração iniciado em março, decidido por unanimidade.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
          O BC elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,9% para 4,6% e para 2027 de 3,3% para 3,5%, ambas distantes do centro da meta de 3%, o que acende um sinal de alerta sobre como será o ritmo de cortes dos juros, uma vez que no horizonte relevante para o BC, a inflação segue fora da meta.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por todo esse contexto, o que mais chamou atenção no comunicado do Copom, foi que a autoridade monetária não ofereceu guidance sobre os próximos passos, condicionando decisões futuras à evolução dos dados.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Dessa forma, o mercado passou a projetar Selic terminal entre 13% e 13,25% ao final de 2026, o que indica um ritmo de cortes mais lento do que o esperado antes da guerra. O diferencial de juros Brasil–EUA atingiu 10,75 pontos percentuais, favorecendo o carry trade e sustentando a demanda por ativos brasileiros de renda fixa.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/1777901479901-16_9-UuT.png" alt="Cenário Econômico Global" title=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Inflação: combustíveis pressionam além do esperado
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O IPCA de março registrou 0,88%, acima do consenso de 0,77%, com acumulado em 12 meses de 4,14%. A alta acima do esperado foi impulsionada pela Gasolina que subiu 4,59% e o diesel que disparou 13,90% no mês, mesmo sem reajuste formal pela Petrobras. O IPCA-15 de abril, que é uma prévia para a inflação cheia do mês, acelerou para 0,89% (4,37% em 12 meses), confirmando a pressão inflacionária persistente via combustíveis e alimentos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A projeção do Focus para o IPCA 2026 atingiu 4,86% ao fim do mês, sendo essa a sétima alta semanal consecutiva. Algumas casas realizaram ajustes em suas projeções, começando pela XP que revisou sua estimativa para 4,80% e a SulAmérica, que trabalha com cenários acima de 5%.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mesmo com as medidas adotas pelo governo para aliviar o preço do diesel, como forma de não gerar demais desdobramentos internos, como uma possível greve dos caminhoneiros, a inflação ainda sim apresentou forte impacto dos combustíveis.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Câmbio, fluxo externo e crédito
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O dólar encerrou abril a R$ 4,95, mínima desde março de 2024. O fluxo de estrangeiros na B3 totalizou R$ 6,9 bilhões no mês, levando o acumulado anual a cerca de R$ 57 bilhões. Na primeira quinzena, a entrada havia sido de R$ 14,6 bilhões, porém o mau humor do mercado com as negociações frustradas entre EUA e Irã fizeram com que o mercado mudasse o fluxo dos recursos, o que tirou parte dessa entrada.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A atividade doméstica segue resiliente: mercado de trabalho aquecido, consumo das famílias em expansão e crédito crescendo (e é aqui que mora um dos maiores perigos desse ciclo de juros mais altos).
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Os dados divulgados pelo Banco Central no final de abril, referente ao fechamento de março, demonstrou que o saldo total das operações de crédito do SFN chegou a R$ 7,2 trilhões, com crescimento de 0,9% no mês.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Quando analisados os dados referentes ao crédito total às famílias, o valor chega a R$ 4,5 trilhões, o que representa uma expansão de 10,9% em 12 meses. O crédito livre às pessoas físicas somou R$ 2,5 trilhões (+1,1% no mês, +12,3% em 12 meses), com destaque para cartão de crédito à vista, consignado privado e financiamento de veículos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por sua vez, o crédito ampliado às empresas chegou a R$ 7,1 trilhões (54,9% do PIB), com expansão mensal de 1,5%, impulsionado por títulos privados de dívida (+2,6%), empréstimos externos (+2,0%) e empréstimos do SFN (+0,9%).
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Cenário Internacional
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Guerra no Orie
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          nte Médio: entre recordes e impasse
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A primeira quinzena foi marcada por expectativas de acordo: Trump sinalizou abertura para negociar com o Irã, o Ibovespa bateu recordes e o dólar caiu abaixo de R$ 5. Na segunda quinzena, o fracasso das negociações entre os países jogou um balde de água fria nos investidores e reverteu o cenário: petróleo voltou a subir e os ativos de risco recuaram globalmente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O petróleo alta, para países como o Brasil, apresenta dois cenários: o primeiro é um aumento da arrecadação por parte do governo, o que impulsiona o superávit comercial; já o segundo, é um aumento relevante nos níveis de inflação, que como já abordado, vieram acima do que o mercado esperava e fizeram, até mesmo o BC, não deixar claro quais serão os próximos passos da política monetária.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Brent oscilou entre US$ 95 e US$ 126 por barril ao longo de abril, encerrando próximo de US$ 110–114. O Estreito de Ormuz permanece formalmente fechado ao tráfego aliado, mantendo prêmio de risco elevado. O petróleo segue mais de 50% acima dos níveis pré-conflito.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Federal Reserve mantém juros e diferencial com Brasil amplia
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Em 29 de abril, o Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, terceira manutenção consecutiva. O diferencial Brasil–EUA chegou a 10,75 p.p., o maior desde 2014, favorecendo o fluxo de capital para o Brasil e sustentando o real em patamares abaixo dos últimos meses.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Fed aguarda a definição sobre a persistência do choque de petróleo antes de retomar o ciclo de cortes. A economia americana segue resiliente, com dados de atividade e emprego positivos no 1T26.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Desempenho dos Principais Ativos — Abril 2026
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1bf0640b/dms3rep/multi/1777901479902-16_9-rYa.png" alt="Mercado de Commodities e Investimentos" title=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mercado de Renda Variável
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Abril ilustrou com clareza como o fluxo estrangeiro dominou a direção da bolsa. Na primeira quinzena, com R$ 14,6 bilhões entrando até o dia 15, o Ibovespa encadeou 15 recordes históricos em 2026, chegando a 199.354 pontos intraday em 14 de abril. A partir daí, a saída parcial desse capital, em virtude da frustração com as negociações de paz, fez com que o índice apresentasse sete quedas em dez sessões, recuo de 7% da máxima.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Petrobras, PRIO e empresas de energia lideraram as altas no início do mês, beneficiadas pelo petróleo elevado. Na segunda quinzena, bancos (Bradesco -0,6%, BB -1,3%) e Petrobras (-1,3%) lideraram as perdas. Usiminas (+7,5% em um dia) e Hapvida foram exceções positivas graças a resultados do 1T26 acima das expectativas. A temporada de resultados seguiu como catalisador diferenciador entre empresas de fundamentos sólidos e as mais expostas ao ciclo de juros.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mercado de Renda Fixa
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Com a Selic em 14,50% ao ano e o diferencial de juros em nível histórico frente aos EUA, os títulos pós-fixados, como o Tesouro Selic (LFT) e seus equivalentes, continuam sendo uma das melhores alternativas globais de risco-retorno. O ciclo de cortes gradual permite que o investidor se beneficie desse carrego elevado por mais tempo do que o inicialmente esperado.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Nos títulos IPCA+, as taxas reais seguem em patamares historicamente atrativos, oferecendo proteção relevante em um ambiente de inflação acima da meta.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A ressalva segue para a marcação a mercado dos vencimentos mais longos: em um cenário de incerteza sobre o ritmo de cortes e com inflação acelerando, esses papéis tendem a oscilar mais no curto prazo. Preferimos manter duration compatível com o perfil e horizonte de cada cliente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Importante reforçar, que a indústria de crédito privado, principalmente os fundos de Infraestrutura, seguem sofrendo em virtude do aumento dos spreads dos papéis e pelas saídas de investidores desses fundos em virtude ao aumento da aversão ao risco.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esse movimento abre espaço para entradas em alguns ativos, que hoje apresentam taxas maiores do que aquelas do início do ano, para, em média, um nível de risco parecido. Importante, ainda, avaliar muito bem quais empresas aderir ao portfólio, visando aquelas com forte caixa, baixo endividamento e boas perspectivas como um cenário mais adverso.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Perspectivas para os Próximos Meses
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O desfecho do conflito no Oriente Médio segue como o principal catalisador para os mercados. Um cessar-fogo efetivo e a reabertura do Estreito de Ormuz abririam espaço para queda do petróleo, alívio inflacionário e eventual aceleração dos cortes da Selic a partir de junho, o cenário mais favorável para ativos de risco. A ausência de acordo, por outro lado, poderia forçar uma pausa no ciclo e pressionar ainda mais as expectativas de inflação.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No campo doméstico, os focos de atenção são: o IPCA de abril (que deve refletir o reajuste de medicamentos e novos impactos dos combustíveis), a reunião do Copom em junho e o início do calendário pré-eleitoral, com a eleição presidencial em outubro de 2026 ganhando relevância crescente no radar dos investidores.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Nesse ponto, é importante lembrar que podemos sim ter maiores oscilações, principalmente no mercado de renda variável e de juros futuros, por isso é fundamental estar atento aos desdobramentos e os passos de cada candidato, bem como suas propostas.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para os portfólios, mantemos visão equilibrada: renda fixa pós-fixada como base de sustentação; exposição seletiva em renda variável com foco em exportadoras de commodities, setor financeiro e empresas de baixa alavancagem e atenção à duration dos títulos IPCA+, privilegiando vencimentos compatíveis com o horizonte de cada cliente, mas lembrando sempre que o ideal são títulos com vencimento, pelo menos, em 2035, para o ganho com a marcação a mercado.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Equipe de Gestão
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          RS Legacy | Maio de 2026
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 04 May 2026 14:11:13 GMT</pubDate>
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